Raízes

Quem me dera ter raízes,
Que me prendessem ao chão.
Que não me deixassem dar
Um passo que fosse em vão.
Que não me deixassem crescer
silencioso e erecto,
como um pinheiro de riga,
uma faia ou um abeto.
Quem me dera ter raízes
Raízes em vez de pés.
Como o lódão, o aloendro,
O ácer e o aloés.
Sentir a copa vergar,
Quando passasse um tufão.
E ficar bem agarrado,
pelas raízes ao chão.
Jorge Sousa Braga
4 comentários:
Adorei esta tua escolha, mais um poema lindo.
Bjocas
Patty
Que lindo poema Jenny. Adoro árvores, acho que são fortes e têm tanta coisa para nos ensinarem porque algumas tem centenas de anos, já viram tanta coisa, tanta maldade, tanta pureza, como era bom partilharmos com elas as experiências da vida. beijinhos doces. Tenho saudades tuas.
Que belo poema escolhido por uma menina tão sensível. Adorei conhecer-te Jenny e vou voltar mais vezes.
Beijocas, Ava.
Levas um grande beijo do Sousa.
Também agora levas estes pequenos versos
Óh minha linda Joana
Óh meu amor infinito
Há mais de uma semana
Óh meu amor que esquisito
Confesso em breve te visito
Gosto muito de ti
Por ti sinto-me apaixonado
Pelos versos que eu li
Que não foram escritos por ti
Por mim serão sempre lembrados
Um dia hei-de encontrar-te
Com tua viola ao lado
Um fado por mim cantado
Por ti será sempre lambrado
Terei o prazer de retratar-te
Que menina bem prendada
Que menina vestida de chita
Que menina será recomendada
Que menina tão catita
Que menina tão bonita.
Jamais irei esquecer
Teu olhar encantador
Toda a gente irá dizer
Que deslumbramento de amor
E que mais poderei fazer.
Beijinhos do Sousa.
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